| Interiorização:
Que é o ato de enfrentarmos o nosso mundo interior
e de admitirmos para nós mesmos a natureza de
nossos sentimentos. Isto é, não falarmos “eu nunca
sinto mágoa” ou “a raiva não faz parte
de minha vida”. Este proceder de negar nossos sentimentos
inferiores chama-se auto-ilusão, um proceder altamente
destrutivo. A partir do momento em que admitimos nossos
sentimentos inferiores, abre-se uma porta para aprendermos
a ter autocontrole e a nos dar condição de iniciarmos
o processo de mudança.
Complementa a “interiorização”
o ato de estudarmos nossas reações perante a
vida. Por exemplo: quando alguém nos chama de “incompetente”
e sentimos vontade de estrangulá-lo, devemos perguntar
a nós mesmos “se sei que sou competente, por que
senti tamanha raiva quando meu colega chamou-me de incompetente?”
Assim agindo estaremos nos dando a oportunidade de estudarmos
e conhecer o porquê de nossas reações, o que é um importante
passo para a mudança de comportamento.
Os dois procedimentos acima
levam-nos a adquirir a maior riqueza que podemos ter:
o autoconhecimento, que é a base do desenvolvimento
em todos os campos de nossa vida.
Sobre o tema autoconhecimento,
disse o espírito Ermance Dufaux (livro Mereça Ser Feliz,
Editora Dufaux):
“Não existe felicidade,
sem pleno conhecimento de si mesmo. O mergulho nas águas
abissais do mar íntimo é indispensável. E a convivência,
nesse contexto, é a Escola Bendita. Saber os motivos
de nossas reações frente aos outros, entender os sentimentos
e idéias nas relações é preciosa lição para o engrandecimento
da alma na busca de si próprio”.
Terceiro
Passo:
Transformarmos em vivência prática nosso discurso
sobre convivência e fraternidade, principalmente em
nossa casa espírita.
Sobre o tema fraternidade,
disse o espírito Ermance Dufaux (livro Unidos Pelo Amor,
Editora Dufaux):
“Antes dos projetos ‘além-paredes’,
estimulemos a fraternidade, prioritariamente, ao próximo
mais próximo, àquele que divide conosco as responsabilidades
doutrinárias rotineiras em nossa casa espírita, encetando
esforços pela convivência jubilosa e libertadora.
Conviver fraternalmente deve ser a essência de nossa
causa. O Centro Espírita, Escola das Virtudes Superiores,
é o ambiente de disciplina e treinamento dos novos
modelos de relações (...).”
CONCLUSÃO
FINAL:
No primeiro semestre do
ano de 2.005 ouvi de uma presidenta de determinado Centro
Espírita da cidade de São Paulo: “Dentro de nossa
casa espírita havia muita intriga, muitas discussões
e conflitos improdutivos. Um dia nossa equipe se reuniu
e fizemos um acordo, o de sermos fraternos. Isto já
faz um ano. Desde aquele dia até hoje, a fraternidade
está presente entre nós. Sabe, nós descobrimos que ser
fraterno é uma questão de escolha”.
Concluindo, podemos em nosso
meio espírita escolher uma das duas opções seguintes:
a) Sermos iniciadores ou
propagadores de conflitos improdutivos entre irmãos
do mesmo ideal, como ainda ocorre atualmente, ou
b) Escolher sermos fraternos,
aceitando nossas diferenças, isto é, exercitando a alteridade.
Sermos fraternos é -
simplesmente - uma questão de escolha. Então, que
nós que temos a dádiva de ter conhecido o Espírito Consolador,
possamos escolher o caminho da fraternidade e,
com isto, merecermos ser habitantes da Terra em sua
nova e breve etapa: Mundo de Regeneração!
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