| Ora, já
transcrevemos acima citações dos Espíritos
Emmanuel e Áureo afirmando que Maria era o maior
dentre todos aqueles missionários que vieram
auxiliar o Cristo. Sua escolha não foi despropositada,
e a partir dela que se desenvolveram os processos magnéticos
espirituais que caracterizaram a passagem do Nazareno
pela Terra. Se naquele momento houvesse recusa por parte
da Mãe de Jesus, o desenvolvimento da missão
salvadora necessitaria de outro Espírito daquela
categoria. Mas onde encontrá-lo aqui na Terra,
se ela era o maior de todos os missionários do
Cristo? Teria-se que arquitetar outros planos para consecução
do Evangelho.
A ressonância existente entre a futura grávida
e o Anjo eram extremas, conforme se observa nesta passagem,
nas palavras de Maria.
"O fato é que ali
estava ele. Belo e luzidio, doce e cheio de paz. Nunca
me ocorreu que fosse um enviado do Maligno, pois a paz
que dele emanava era representativa apenas de Deus.
(...) Essa mesma paz, a de Deus, encontrava profundo
eco em mim. Sua paz e minha paz se entrelaçavam,
como se em meu interior nunca tivesse existido outra
coisa senão a harmonia divina, uma paz semelhante
a que esse mensageiro do Senhor emanava". (Santiago
Martín, O Evangelho Secreto da Vírgem
Maria, pág. 18).
O que indica esta grande correspondência de vibrações,
mesmo diante de uma situação inesperada,
fenômeno mediúnico a que a virgem não
estava acostumada nesta vida? Podemos concluir que Maria
aceita e trabalha por sua tarefa não só
no plano espiritual, mas permanece firme em seu propósito
em todos os momentos de sua encarnação
Terrena. A sua ressonância com o Anjo demonstra
que ela estava continuamente preparada para ser a mãe
de Jesus, tanto que não foge do encontro incomum.
Ao contrário, sente toda aquela vibração
de paz e se entrega ao momento revelador.
Passando pelo fato da anunciação, nos
ocupemos agora da gravidez da virgem, especialmente
quanto as seus detalhes mais reveladores. Este tipo
de auxílio empregado pelo anjo, aparece também
em outras passagens.
“Assim, só aparência
de gestação houve em Maria. A gravidez
foi apenas aparente, fluídica, sendo a intumescência
do ventre produzida por uma ação fluídica,
efeito do magnetismo espiritual. Seu parto foi igualmente
obra do Espírito Santo, porque também
foi obra dos Espíritos do Senhor e só
se deu na aparência, tal como a gravidez, por
isso mesmo que resultava desta, que fora simplesmente
aparente. Tanto quanto da gravidez, Maria teve
a ilusão do parto, na medida do que
era necessário, a fim de que acreditasse, como
devia acontecer, um nascimento real.” (Roustaing,
Os Quatro Evangelhos, Tomo I, pág. 195).(Grifos
nossos).
Pela revelação de Roustaing notamos que
tanto a gestação quanto o parto foram
ilusões. Mas por que os espíritos benfeitores
utilizaram-se deste recurso?
“Maria tinha que
crer num parto real e lembrar-se de fatos que
lhe cumpria atestar, como se houvessem ocorrido. Os
Espíritos prepostos à preparação
do aparecimento do Messias na terra, colocando Maria,
pela ação do magnetismo espiritual, sob
a influência magneto-espírita, a puseram,
por efeito dessa influência, no estado de um sonâmbulo
que vê e acredita, sente e experimenta o que se
quer que ele veja e acredite, sinta e experimente.”
(Roustaing, Os Quatro Evangelhos, Tomo I, pág.
199). (Grifos nossos).
A passagem acima transcrita é clara, Maria tinha
que acreditar em um parto comum. Os Espíritos
utilizaram recursos do magnetismo para produzirem este
efeito, visando a um objetivo. Acreditar que os Espíritos
realizaram todo este trabalho sem uma meta é
inconcebível. E o grau de detalhe deste fenômeno,
empregado por eles remonta o parto natural com uma grande
riqueza de detalhe.
“A fim de dar a Maria,
sempre sob a influência magneto-espírita,
a ilusão do parto e da maternidade, os Espíritos
prepostos, pela ação fluídica,
a fizeram experimentar efeitos semelhantes às
contrações naturais em um parto qualquer.”
(Roustaing, Os Quatro Evangelhos, Tomo I, pág.
199).
“No momento em que Jesus
apareceu, exatamente como houvera aparecido por efeito
de um nascimento real, sob o aspecto de uma criancinha,
cessou a influência magneto-espírita. E
Maria, iludida pela carne, sob a influência das
impressões recebidas pela matéria, que
conservara o sinal do compromisso que seu Espírito
assumira, tomou nos braços o menino, como se
o parto fora real, crente assim de que ele era fruto
de suas entranhas, por obra do Espírito Santo”.
(Roustaing, Os Quatro Evangelhos,Tomo I, pág.
199).
Alguns poderiam objetar a esta explicação
de Roustaing, dizendo que seria impossível que
tais fatos acontecessem sem que ninguém percebesse
que não houve nascimento. Se o parto natural
é cercado por acontecimentos tão intensos
como dores, contrações e até mesmo
a passagem da criança pelo canal vaginal, como
poderia Maria não ter percebido que Jesus não
nascera de suas entranhas?
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