| "Existem,
contudo, outros seres, muito peculiares, que não
são propriamente agêneres, mas que pertencem
muito mais ao plano extrafísico do que ao plano
que chamamos físico. Trata-se de criaturas sem
dúvida humanas, mas cuja ligação
biopsicofisiológica com a matéria densa
a que chamamos “carne” é a mínima
possível. São Espíritos sublimes,
de imensa superioridade evolutiva, que só encarnam
na Terra em raras e altíssimas missões,
de singularíssima importância para a evolução
da Humanidade. O maior desses Espíritos foi a
Mãe Maria de Nazaré, a Virgem Excelsa,
Rainha dos Anjos, cuja presença material, na
Crosta Terrestre foi indispensável para a materialização
do Messias Divino entre os homens”. (Áureo,
Universo e Vida, Cap. 7, pág. 115).
Poderia ter sido outra pessoa a escolhida para maternar
o Cristo? Quais as funções que caracterizaram
a missão da “Rainha dos Anjos”? Áureo
afirma que Maria foi o maior deste Espíritos
sublimes. Portanto, dentre aqueles enviados para preparar
a vinda de Jesus, ou para lhe darem sustento no cumprimento
de sua missão, sua mãe era a de mais adiantada
evolução moral. E também por esta
razão os fenômenos manipulados por Jesus
e pelos Espíritos benfeitores tiveram como base
as vibrações dela. É o que Áureo
segue explicando.
“Coube a ela fornecer ao
Mestre a base ectoplasmática necessária
à sua tangibilização, servindo
ainda de ponto de referência e de equilíbrio
de todos os processos espirituais, eletromagnéticos
e quimiofísicos que possibilitaram, neste orbe,
a Presença Crística. Tudo o que o Senhor
Jesus sentiu, na sua jornada messiânica, repercutiu
diretamente nela, na Santa das Santas, na Augusta Senhora
do Mundo. Estrela Divina do Universo das Grandes Almas,
também ela teve de peregrinar do paraíso
excelso de sua felicidade para o nosso vale de lágrimas,
a fim de ajudar e servir a uma Humanidade paupérrima
de espiritualidade, da qual se fez, para sempre, a Grande
Mãe, a Grande Advogada e a Grande Protetora".
(Áureo, Universo e Vida, Cap. 7, pág.
116).
Fica clara a contribuição energética
de Maria para a realização dos processos
que marcaram a vinda de Jesus para a Terra. Roustaing
explica que o corpo do Cristo não era material
como o nosso. Efeito de manipulação de
corpo fluídico, era dotado de tangibilização,
característica que permitia dar impressão
de matéria. Mas o que nos importa nestes fatos
é que era necessária a manipulação
de fenômenos espirituais, seja para constituição
do corpo fluídico, seja para os outros fenômenos
descritos no Evangelho. E assim, na visão de
Áureo e Roustaing, Maria foi decisiva para a
vinda do Nazareno, pois sendo a mais adiantada dentre
todos, possibilitou com sua vibração de
Espírito Evoluído a realização
do trabalho evangélico. Também por conseqüência
das passagens acima citadas podemos concluir que sua
escolha não foi por acaso. Não poderia
ser qualquer espírito generoso a desempenhar
este papel. Se Jesus retirara dela os elementos para
o seu próprio “corpo”, então
a fonte deveria ser pura, evoluída e cheia de
amor.
“Maria de Nazaré,
que todos conhecemos e amamos como roteiro de luz dos
nossos passos, desceu de plano em plano, sem choques
de ansiedade de servir, para ajudar na correspondência
da fraternidade pura. Na descensão, em cada estágio,
organizou trabalhos para o aprimoramento das almas.
Ela objetivava, como centenas de outras companheiras
do seu plano, a organizar o ambiente na atmosfera da
Terra, no sentido de poder descer o Rei de todos nós,
o Pastor da humanidade toda". (Miramez, Maria de
Nazaré, Cap. 2, pág. 23).
Todas as referências que buscamos de Maria nos
levam a esta mesma conclusão. Ela foi a fonte
dos recursos de interação magnética
do Cristo com a Terra. Os habitantes daquela época
nem imaginavam de quanta complexidade se revestiam estes
fenômenos. O que o involuído vê e
não compreende dá o nome de milagre, e
neste caso, a maioria daquelas almas encarnadas nem
sequer chegaram a ver tudo o que ali se passava. Alguns
sentiam a vibração amorosa de Maria, mas
também não eram capazes de entender que
ela vinha à frente abrindo o caminho para Jesus.
Às mentes pequeninas escapam este cenário
complexo, tomando por corriqueiro o que era, na verdade,
a descida do Céu à Terra. E Maria materializou
naquele momento uma atmosfera mais doce para que seu
Filho pudesse trabalhar. Tendo o cuidado de não
promover alardes diante dos acontecimentos, mantendo
a discrição para que a tarefa do Cristo
não fosse prejudicada, operou em todos os momentos
de sua encarnação com aceitação
e renúncia. Como já era ela Espírito
evoluído, apenas a sua adesão àquela
corrente de salvação já foi suficiente
para a produção de todos estes eventos.
ANUNCIAÇÃO DO
ANJO E GRAVIDEZ DA VIRGEM
De acordo com o que analisamos anteriormente, a vinda
de Jesus à Terra constituiu um grande plano de
salvação de suas almas atrasadas. Sua
descida, já antecipada pelas profecias, foi acompanhada
de vários espíritos que auxiliaram nesta
missão de esclarecimento.
Maria de Nazaré fazia parte deste grupo de almas
que contribuíram para que o Nazareno pudesse
nos ensinar o caminho do amor através de seus
exemplos e do Evangelho, imortalizado pela ação
de seus apóstolos.
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