Maria fora
convocada à tarefa nobre de conduzir nossa humanidade
ao manancial de luz que a vinda de Jesus prometia. Nossa
atmosfera, ainda carregada de más vibrações
necessitava ser purificada para a chegada do Messias.
O plano maior já traçava seus objetivos
e lançava sobre os humanos todo o plano de idéias
que estava por concretizar-se, num futuro não
muito distante. Em seqüência, vários
profetas vieram a Terra anunciando a vinda do Messias,
conduzindo todos os elementos para a salvação
dos povos.
"Maria de Nazaré
desceu aos fluidos da carne, cândida entre todas
as mulheres, flor de luz que perfumou toda a Terra das
sensibilidades humanas; foi coração que
muito amou, não encontrando lugar para a sabedoria
que pretendeu ocultar na consciência profunda,
celeiro de reserva de outras épocas. (...) como
instrumento divino, era necessário que ela se
diminuísse, para que seu filho crescesse diante
de todos!". (Miramez, Maria de Nazaré, Cap.
1, pág. 18).
Observa-se, pois, que seu amor era imenso e que abriria
mão de sua ascensão própria para
erguer conosco até a suprema divindade. Aguardaria
a todos nós, espíritos perdidos no egoísmo
de nossas almas, velando e amando, sempre. A futura
mãe de Jesus, atendendo ao chamado supremo em
missão sublime, orou ao Pai, conforme nos demonstra
ela mesma nestas palavras:
"- Senhor!... Quando aceitei,
assumi todos os compromissos, e torno a vos afirmar
que estou disposta a voltar à Terra quantas vezes
achardes conveniente, até que essa mesma Terra
vos conheça e se torne um reino de paz e uma
escola de amor. Eu sou a vossa escrava; fazei de mim,
segundo a vossa vontade!". (Miramez, Maria de Nazaré,
Cap. 3, pág. 46).
A Virgem Santíssima estava preparada para penetrar
os meandros da Terra. Estava tão ambientada,
não pelo carregado e denso ambiente vibracional,
mas por enxergar irmãos perdidos no êrro,
que vivenciou a oportunidade de trazer-nos a escola
do amor. Fez-se escrava; fez-se serva da vontade de
Deus.
"Maria de Nazaré
é um desses grandes seres que renunciou, como
ave de luz, ao seu ninho de bem-estar angelical, para
ajudar a humanidade, apagando a sua própria luz,
para que se ascendesse a Luz Maior". (Miramez,
Maria de Nazaré, Cap. 1, pág. 15).
Tamanha lucidez somente advinha de um espírito
nobre e de coração renovado, pois se percebia
sobre nossa crosta todo ódio e egoísmo
exalados da humanidade.
Na visão espiritual apresentada pelo espírito
Áureo recebemos grandes esclarecimentos sobre
o papel da mãe de Jesus.
|