| Novamente
acompanhamos a regeneração de um planeta,
agora Capela, que antes definido como ambiente de prova
e expiação passa à condição
de mundo regenerado, e por esta razão não
mais pode abrigar Espíritos que ainda persistem
no mal. Atente-se para a expressão “banidos
para a Terra” que Áureo utiliza em referência
às almas que não conseguiram acompanhar
a evolução de Capela, o que indica que
a chegada deles à Terra não se deu por
escolha ou mérito de cada um, mas para não
atrapalhar a evolução do planeta Capela.
Estes Espíritos renitentes e banidos de planetas
que conquistaram a condição de mundos
de regeneração somos nós, expulsos
de Sírius, depois de Capela, e agora novamente
submetidos à oportunidade de escolha, seguir
o destino da Terra que passará a ser ambiente
regenerado, ou persistir no erro e ter que retornar
à conquista dura da evolução em
outro planeta mais atrasado.
Áureo dá seguimento à explicação:
“Tais degredados não
vieram, porém, sozinhos, como se fossem imenso
rebanho abandonado à violência das procelas.
Alguns dos seus grandes líderes, já redimidos,
renunciaram, por amor a eles, à glória
e à felicidade do regresso à Sírius,
e desceram, à sua frente, aos vales de dor da
Terra primitiva, na condição de Grandes
Guardiães, colocando-se humildemente a serviço
do Cristo Planetário”. (Áureo, Universo
e Vida, Cap. 2, pág.32).
Para auxiliar na evolução da Terra diversas
almas aqui encarnam. Vêm para auxiliar o Cristo
e servirem de exemplo de vida e de amor à Deus.
Enfrentam ambiente hostil, vivem em meio à almas
bem mais atrasadas e suportam grandes sofrimentos em
renúncia aos irmãos. Estas descrições
de Áureo apontam para a existência de um
plano Divino para a Terra, coordenado por Jesus, mediante
o auxílio de várias almas abnegadas. Trata-se
de uma missão de salvação da Terra
e dos seres atrasados que nela habitam, na tentativa
de se regenerar a todos. Neste contexto aparece Maria,
na condição de Espírito superior
a nós e que participa deste projeto de redenção:
"Mas o amor sublime de excelsos
Espíritos de Sírius não abandonou
os antigos companheiros, e foi de lá, daquele
orbe santificado, que vieram, desde os primórdios
da Terra, para auxiliar voluntariamente ao Cristo Jesus,
aqueles seres extraordinários que cercaram, no
mundo, o Messias, como Ana e Simeão, Isabel e
Zacarias, e principalmente o Carpinteiro José
e a Santa Mãe Maria". (Áureo,
Universo e Vida, Cap. 2, pág.33). (Grifos nossos).
Junto a estes benfeitores estava Maria, que, pelo seu
imenso amor, abriu mão de sua ascensão
suprema para seguir o Cristo Jesus e trazer-nos a boa
nova, a esperança de retorno a estes mundos celestiais
e à "Casa do Pai". Isto porque Sírius
já era um planeta renovado para abrigar espíritos
próximos da angelitude e enviou até a
Terra estes seus filhos para glorificarem a vinda de
Jesus.
Ao lado de tantos outros, Maria abriria caminho para
a chegada do Messias, bem como através dos tempos,
trabalharia incansavelmente para a regeneração
individual e coletiva daqueles filhos muito amados.
A PREPARAÇÃO
PARA SUA VINDA
Entendida qual foi a origem de Maria, de onde ela veio
e, conseqüentemente, qual era sua condição
espiritual, tratemos de analisar a sua encarnação
como mãe de Jesus. Por que foi escolhida para
este trabalho? Como foi a preparação para
a sua vinda e no que contribuiu ela nesta tarefa?
Emmanuel nos fornece os primeiros elementos desta discussão:
“As figuras de Simeão,
Ana, Isabel, João Batista, José, bem como
a personalidade sublimada de Maria, têm sido muitas
vezes objeto de observações injustas e
maliciosas; mas a realidade é que somente
com o concurso daqueles mensageiros da Boa Nova, portadores
da contribuição de fervor, crença
e vida, poderia Jesus lançar na Terra os fundamentos
da verdade inabalável”. (Emmanuel, A Caminho
da Luz, Cap. 12, pág. 105). (Grifos nossos).
Este grande instrutor espiritual nos mostra que a vinda
de Jesus à Terra foi precedida de uma preparação
espiritual árdua. A encarnação
destas almas teve importância decisiva. Sem elas,
o Cristo não encontraria elementos necessários
para viver em ambiente tão hostil. O mais evoluído,
quando se dispõe a socorrer espíritos
inferiores, necessita de recursos mais próximos
àquele meio. Era necessária a construção
de pontes entre o céu Crístico e a imperfeição
humana. Estas almas vieram, portanto, com o objetivo
de aproximar o Nazareno dos mais necessitados, e a maior
delas era Maria.
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