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MARIA DE NAZARÉ
 

E Maria trabalhou neste campo, fornecia sua beleza espiritual como banquete de bênçãos ao mundo. Não precisava estar falando ou fazendo a todo o tempo. Bastava se colocar em estado de obediência, aceitando tudo o que Deus dela queria, para que se manifestasse na Terra o verdadeiro Poder do Criador. E Ele criou através de Maria. Trouxe aos homens o maior exemplo de amor verdadeiro que se pode demonstrar. Ainda hoje estamos bem distantes de compreender toda a extensão da aparição da Rainha dos Anjos entre nós. Mas é com Roustaing que concluímos que o tempo se encarrega de ir revelando o que ainda ignoramos. O homem vibra com aquilo que está mais acostumado, com o que está cheio o seu mundo íntimo, e estamos vazios do amor de Maria. Em êxtase com tantas conquistas materiais, surpreendidos pela revolução tecnológica, nos agitamos inconscientes pelo mundo, carentes de Deus em nossas vidas. O exemplo dela nos servirá como primeiro modelo de amor, visto que mesmo ante do Cristo iniciar sua missão terrena, Maria já se entregava aos testemunhos e às dores por nos amar sem pedido de recompensa.


DESENLACE DE MARIA

Após a crucificação, Maria separou-se dos discípulos que dissiparam-se pelo mundo na divulgação da Boa Nova. A Ave de Luz terminou seus dias em Éfeso, na companhia de João Evangelista, atendendo no santuário doméstico àqueles que lhe procuravam. Sua vida era repleta de lembranças agradáveis e gestos nobres de extrema devoção.

"Para aquela mãe amorosa cuja alma digna observava que o vinho generoso de Caná se transformara no vinagre do martírio, o tempo assinalava sempre uma saudade maior no mundo e uma esperança cada vez mais elevada no céu. Sua vida era uma devoção incessante ao rosário imenso da saudade, às lembranças mais queridas. Tudo que o passado feliz edificara em seu mundo interior revivia na tela de suas lembranças, com minúcias somente conhecidas do amor, e lhe alimentavam a seiva da vida". (Humberto de Campos, Boa Nova, Cap. 30, p. 199).

Maria se fizera referência a quantos desejassem acolhimento e amparo. Transformou-se em verdadeira mãe de todos. Era procurada frequentemente, ao final de sua vida para acalentar os sofredores, e por sua vibração de amor passou a representar verdadeiro símbolo de mãe. Não sem razão, sua casa era conhecida como “Casa da Santíssima”.

Certo dia, estando em sua casinha simples, percebeu que um pedinte se aproximava. O fato parecia ser corriqueiro, pois que frequentemente ela era procurada pelos sofredores do mundo. Recebeu o mendigo com carinho, mas começou a notar nele vibração diferente dos demais que a procuravam.

“Maria sentiu-se empolgada por tocante surpresa. Que mendigo seria aquele que lhe acalmava as dores secretas da alma saudosa, com bálsamos tão dulçorosos? Nenhum lhe surgira até então para dar; era sempre para pedir alguma coisa. No entanto, aquele viandante desconhecido lhe derramava no íntimo as mais santas consolações”. (Humberto de Campos, Boa Nova, Cap. 30, pág. 204).

A situação a deixara emocionada. Não entendia o que estava acontecendo, mas sentia uma vibração diferente, algo doce que lhe trazia à alma sensação de leveza e paz.

“Foi quando o hóspede anônimo lhe estendeu as mãos generosas e lhe falou com profundo acento de amor: “Minha mãe, vem aos meus braços!” (Humberto de Campos, Boa Nova, Cap. 30, pág. 205).

E Jesus acrescenta.

"Venho buscar-te, pois meu Pai quer que sejas no meu reino a Rainha dos Anjos" (Humberto de Campos, Boa Nova, Cap. 30, p. 205).

A partir deste evento, da aparição de seu Filho amado, oportunidade de reencontro que ela tanto desejava e havia pedido, Maria em pouco tempo desencarna e é conduzida ao plano espiritual. Despede-se daqueles que a adotaram como mãe, sofredores da época, passeia pela Galiléia e revive os quadros evangélicos. Completa sua missão e retorna aos planos espirituais evoluídos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Maria sofreu com os sofrimentos de Jesus. Contudo, jamais se rebelou com os homens. Em tempo algum deixou de perdoá-los e compreendê-los em seus sacrifícios, simplesmente soube amar.

 
 
 
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