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MARIA DE NAZARÉ
 

Maria, então, teve que peregrinar para salvar a vida de seu filho. Fugia da maldade humana, simbolizada neste ato por Herodes, tentando preservar a vida daquele que seria nosso Salvador. Nesta seqüência, observamos que Maria teve que viajar por causa do recenseamento, e após este, agora com o filho pequeno, esconder-se do tirano. Jorge Damas nos apresenta maiores detalhes sobre o ocorrido:

“Sabemos que o rei Herodes, o Grande, faleceu sete dias antes da Páscoa, em março/abril do ano 4 a.C., ou seja, 750 de Roma. Logo, nessa época, Jesus contava por volta de 3 anos no corpo. Permaneceu Ele no Egito com seus pais, durante alguns meses ou no máximo 1 ano. (Jorge Damas, Regina, Cap. 20, pág. 200).

E tendo desencarnado o rei Herodes, perseguidor de Jesus, só então é que a Sagrada Família pode retornar ao porto seguro.

“Mas, tendo morrido Herodes, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José, no Egito, dizendo: “Levanta-te, toma contigo o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel, pois já morreram os que procuravam tirar a vida do menino”. Levantando-se, tomou o menino e sua mãe e voltou para a terra de Israel”. (Mateus: 2: 19-21).

Quando Maria deixa o Egito com sua família, de acordo com os dados fornecidos por Jorge Damas, Jesus contava com mais ou menos 3 anos. Se acrescentarmos o fato de que Maria dirigiu-se para Belém, por ocasião do recenseamento, e no início desta primeira viagem Jesus ainda não havia “nascido”, concluímos que todo o período durou mais de 3 anos. Este foi o tempo que a virgem teve que viver viajando ou fugindo. Teriam sido fáceis estas peregrinações? Obviamente que não. Os meios de transporte eram rudes, sendo eles realizados através de animais. A região era de deserto, onde a temperatura do ambiente eleva-se sobremaneira durante o dia, e passa a um extremo frio pela noite. As viagens demoravam vários dias, o que também podemos comprovar por estas informações.

“Por que fugir para o Egito? Porque, neste país haviam colônias israelitas em Alexandria e Heliópolis. Um outro motivo era a distância. O Egito ficava relativamente perto, a cerca de 250 milhas de Belém, o que podia ser percorrido, em seis ou sete dias, na maior parte pelo deserto”. (Jorge Damas, Regina, Cap. 20, pág. 197).

Se uma viagem curta durava em média uma semana, aquelas mais longas deveriam ser pelo ou menos superiores a 15 dias. Em situações ideais, com meio de transporte adequado e ambiente não tão hostil quanto o deserto, um período deste de viagem já seria bem cansativo. Mas com todas as condições desfavoráveis como as acima descritas, sem dúvida tratava-se de um grande desafio. Maria submeteu-se a tudo isto sem reclamar. Mesmo estando grávida, aventurou-se por estes caminhos difíceis com coragem e determinação.

E neste momento retomamos o problema levantado no início deste tópico. Considerando que Maria era originária de mundos mais evoluídos que o nosso, portadora de elevada posição moral, ter-lhe-iam sido abreviadas as dificuldades? Os Espíritos benfeitores não poderiam adotar medidas para facilitar o desempenho de seus compromissos?

O desenrolar dos fatos nos mostra que o evoluído, mesmo sem nada dever à Terra, quando da realização de missão salvadora, sofre e chora neste vale de lágrimas. Descer à Terra é ainda mais penoso quando o indivíduo já conquistou a beleza das esferas mais altas. Os que aqui vivem, adaptados às baixas vibrações, até vibram com estas mazelas, mas para ele, ser de outros planos, habitar em mundos atrasados reveste-se de dura pena, somente suportada em razão do chamamento íntimo de se espalhar o amor por todos os lugares.

A COMPANHEIRA DO EVANGELHO

Em pesquisa às várias passagens nas quais Maria se fez serva do Cristo, contribuindo para a materialização do evangelho na Terra, percebemos que a maior quantidade delas refere-se às questões acima abordadas: recebimento do anúncio do anjo Gabriel, gravidez, parto, viagens e demais questões atinentes a estes processos.

Jorge Damas ao escrever sua obra que trata de Maria, elegeu para o seu vigésimo quinto capítulo o título de “DEZOITO ANOS DE SILÊNCIO”. Referia-se ele ao período de doze anos até os trinta aniversários do Cristo.

“LUCAS: 2-52
“E Jesus progredia em sabedoria, maturidade e em benevolência diante de Deus e dos homens”.

 
 
 
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