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UMA JANELA PARA O INFINITO
 

"A criação é verdadeiramente progressiva, mas no sentido de reconstrução de um edifício desmoronado, do qual se estão juntando as partes desagregadas e retificando os planos afundados". (Pietro Ubaldi, Deus e Universo, Capítulo X, p. 142). (Os grifos são nossos).

"É necessário compreender que a criatura é livre, mas dentro de limites, livre para alterar-se a si mesma, mas não a ordem universal". (Pietro Ubaldi, Deus e Universo, Capítulo X, p. 134).

"É assim que o princípio da queda se conservou presente em todo ser decaído". (Pietro Ubaldi, Deus e Universo, Capítulo X, p. 118). (Os grifos são nossos).

"A revolta foi um desvio da posição correta. Esse foi o primeiro erro e o maior, que gerou todo o processo de queda. Mas veremos agora que, ao longo do caminho da evolução, o ser pode voltar a realizar o seu impulso de desobediência, com afastamento da Lei, gerando semelhantes, mas pequeninas quedas, porém, com relativa recuperação". (Pietro Ubaldi, Queda e Salvação, Capítulo 03, p. 72). (Os grifos são nossos).

"Em cada ato nosso, através da escolha que soubermos fazer, amadurece o nosso ser e avança a grande marcha da evolução. Em virtude dos atos e da liberdade do ser, opera-se o resgate e a salvação, ou a sua involução". (Pietro Ubaldi, Deus e Universo, Capítulo X, p. 120).

1.9) - A REENCARNAÇÃO

Se a encarnação faz parte do processo natural da evolução, oferecendo ao ser a possibilidade de desenvolver e readquirir as faculdades, que neles estão latentes, a reencarnação já é fruto da segunda queda ou a queda do homem, quando o espírito perde a oportunidade de seguir a sua evolução em planos fluídicos, em linha reta, caindo em mundos diversos, mais sutis ou grosseiros, como os mundos primitivos e de expiação e provas, descrevendo à partir daí, conforme o emprego do seu livre arbítrio, longas e demoradas curvas, permanecendo por séculos, nas mesmas provas e comportamentos condicionados, estacionado, até ser, pela lei da evolução coletiva, exilado em um novo planeta, ocorrendo então a terceira grande queda, a queda planetária, reiniciando em nova morada, em regime de dor, isolamento e saudades, a jornada de volta a Casa Paterna:

"Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? - Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação: para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação". (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Trecho da Resposta a Pergunta 132). (Itálicos do autor).

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