1.7)
- AS OUTRAS QUEDAS
Se depende de cada um se melhorar, a dualidade interior,
que todos nós sentimos, o confronto permanente
entre as tendências perversas do pólo negativo
oriundas da essência da criatura e do bem, manifestação
essencial do Criador, pode nos levar a novos equívocos,
a quebra da harmonia divina pela segunda, terceira,
quarta, quinta ou mais vezes, provocando quedas conciensciais
variadas, durante o longo período em que a evolução
se desenrola, quedas psicológicas, reencarnatórias,
espirituais, planetárias e fenômenos de
maior monta, como a segunda queda ou a queda do homem,
que ocorre logo após a passagem, da essência
espiritual, da forma animal para a forma humana, quando
o ser alcança novamente o livre arbítrio,
e que pode, a partir daí, evoluir, com a assistência
dos espíritos prepostos, em linha reta moral,
pelos mundos fluídicos ou colônias espirituais,
mas devido o retorno do impulso de revolta ou de egocentrismo
egoísta, causador da queda primordial, cai em
encarnações e reencarnações
provacionais, proporcionais ao engano cometido, fragmentando
a vida, em dois pólos, a vida encarnada e a existência
além túmulo, tal qual acontece conosco:
"Desde o início de
sua formação, goza o Espírito da
plenitude de suas faculdades? - Não, pois que
para o Espírito, como para o homem, também
há infância. Em sua origem, a vida do Espírito
é apenas instintiva. Ele mal tem consciência
de si mesmo e de seus atos. A inteligência só
pouco a pouco se desenvolve". (Allan Kardec, O
Livro dos Espíritos, Pergunta 189).
"Chegado deste modo à
condição de Espírito formado, de
Espírito pronto para ser humanizado
se vier a falir, o Espírito se encontra
num estado de inocência completa, tendo abandonado,
com os seus últimos invólucros animais,
os instintos oriundos das exigências da animalidade.
A estátua acabou de receber
as formas. Sob a direção e a vigilância
dos Espíritos prepostos, o Espírito formado
se cobre dos fluidos que lhe comporão o invólucro
a que chamais - perispírito, corpo fluídico
que se torna, para ele, o instrumento e o meio ou de
realizar um progresso constante e firme, desde o ponto
de partida daquele estado até que haja atingido
a perfeição moral, que o põe ao
abrigo de todas as quedas; ou de cair, caso em que o
perispírito lhe será também instrumento
de progresso, de reerguimento, mediante encarnações
e reencarnações sucessivas, expiatórias
a princípio e por fim gloriosas, até que
atinja a perfeição moral". (J. B.
Roustaing, Os Quatro Evangelhos, Tomo Primeiro, Item
56, p. 295). (Itálicos do autor).
"Entretanto, que me diz
dessas quedas? Verificam-se apenas na Terra? Somente
os encarnados são suscetíveis de precipitação
no despenhadeiro?
(...). Em qualquer lugar,
o espírito pode precipitar-se nas furnas do mal,
salientando-se, porém, que nas esferas superiores
as defesas são mais fortes, imprimindo-se, conseqüentemente,
mais intensidade de culpa na falta cometida". (André
Luiz, Nosso Lar, Capítulo 44, p.244). (Os grifos
são nossos).
"A terra é um plano
de vida e de evolução como outro qualquer,
e, nas esferas mais variadas, a alma pode cair,
em sua rota evolutiva (...)". (Emmanuel, O Consolador,
Pergunta 249). (Os grifos são nossos).
"Dividido no meio desse
dualismo, o homem escolhe o seu caminho, obedecendo
a este ou aquele impulso, segundo as suas preferências".
(Pietro Ubaldi, O Sistema, Capítulo XIV, p. 177).
"Considere as criaturas
como itinerantes da vida. Alguns poucos seguem resolutos,
visando ao objetivo essencial da jornada. São
os espíritos nobilíssimos, que descobriram
a essência divina em si mesmos, marchando para
o alvo sublime, sem vacilações. A maioria
no entanto estaciona. Temos então a multidão
de almas que demoram séculos e séculos,
recapitulando experiências. Os primeiros seguem
por linhas retas. Os segundos caminham
descrevendo grandes curvas". (André
Luiz, Nosso Lar, Capítulo 44, p.244). (Os grifos
são nossos).
1.8) - A LEI DE EVOLUÇÃO
A lei de evolução deve ter mecanismos
que não permitam à consciência,
dominado pela ignorância, revolta, orgulho, ambição,
vaidade ou egoísmo, após experenciar a
primeira e a segunda queda, retornar aos estágios
iniciais da subida evolutiva, porque caso contrário,
o processo se tornaria infindo, dado a natureza inferior
do homem. A primeira queda, imediata e rápida,
como uma desintegração atômica,
uma explosão, depende totalmente do impulso interior
inicial, ela é toda baseada na individualidade,
no livre arbítrio pleno.
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