"No
estado de perfeição dos espíritos
que aderiram à Lei, só há uma liberdade
possível: a da absoluta adesão à
Lei, que é a vontade divina, adesão livre
e espontânea, querida e consciente. Por este motivo,
os espíritos rebeldes deveriam ter obedecido
e, como desobedeceram, caíram". (Pietro
Ubaldi, Deus e Universo, Capítulo X, p. 133).
"Jesus disse-lhes: A minha
vontade é fazer a vontade daquele que me enviou
e realizar a sua obra". (João, 4:34).
"Assim, também a
queda teria sido progressiva, por sucessão de
filiações, que não derivam de Deus
e depois dos elementos puros do Sistema, mas derivam
dos espíritos rebeldes. A propagação
desse impulso invertido, ao invés de gerar, como
na criação dos círculos de ordem,
no seio do Sistema, gerou por filiação
invertida os círculos da desordem, no seio do
Anti-Sistema". (Pietro Ubaldi, O Sistema, Capítulo
XIX, p. 251).
"O mal não pode ter
sido criado por Deus, porque se assim tivesse acontecido
teria que ser tal como a substância Dele, isto
é eterno e indestrutível". (Pietro
Ubaldi, O Sistema, Capítulo XII, p. 158).
"Das mãos de um Deus
perfeito não pode sair uma obra imperfeita, cheia
de erros, males e dores, como é nossa atual criação".
(Pietro Ubaldi, O Sistema, Capítulo VI, p. 75).
"Uma vez que há Espíritos
que, desde o princípio, seguem o caminho
do bem absoluto e outros, o do mal absoluto,
deve haver, sem dúvida, degraus entre esses dois
extremos? - Sim, certamente, e é a grande maioria
dos Espíritos". (Allan Kardec, O Livro dos
Espíritos, Pergunta 124). (Os grifos são
nossos).
"Os Espíritos que
seguiram o caminho do mal poderão
alcançar o mesmo grau de superioridade que os
outros? - Sim; porém, as eternidades serão
para eles mais longas". (Allan
Kardec, O Livro dos Espíritos, Pergunta 125).
(Os grifos são nossos).
O Espírito pode ser visto constituído
de dois grandes princípios complementares: a
Individualidade e a Totalidade.
A totalidade pode também ser descrita como o
Todo-Uno-Deus. Simbolicamente Eva e Adão. Na
queda ou involução, não houve degenerência,
mas tão somente escolha e movimento. Ao escolher
a individualidade, o ser deixa de se alimentar da totalidade,
contraindo a consciência, criando o ego, uma distorção
da consciência real, passando a alimentar-se daquilo
que é externo, a matéria, o tempo e o
espaço, a relatividade. Simbolicamente a Serpente
e a Maçã. O ser transforma-se num verdadeiro
ovóide, a diferença em relação
à primeira queda e que dependendo do impulso
de afastamento ou revolta, a consciência em contração,
ultrapassa a barreira da monoidéia e vai às
antípodas, ao não ser, onde tudo fica
em estado de germe, nada se perde, a totalidade, a divindade,
pemanecem nas entranhas do ser, no inconsciente, aguardando
momento de escolha propícia, para o desenvolvimento:
"Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes,
e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá".
(Efésios, 5:14). "Eu disse: sois Deuses".
(João, 10:14). Na redução da vibração
do Espírito, surge a energia, na contração
máxima, a matéria:
"(...) o desmoronamento
tenha consistido numa contração
individual de cada elemento. (...) por retrocesso
íntimo de cada um, mediante contração".
(Pietro Ubaldi, O Sistema, Capítulo XX, p. 265).
(Os grifos são nossos).
"Chama-se a este processo
involução. Podemos assim
explicar-nos como nasceu a matéria e porque o
nosso universo assumiu uma forma material. E também
é só assim que podemos explicar como,
chegado ao fundo do caminho da descida involutiva, tenha
podido nascer e desenvolver-se aquele processo inverso,
em que estamos situados e que se chama evolução".
(Pietro Ubaldi, O Sistema, Capítulo III, p. 43).
(Os grifos são nossos).
"De tal forma que energia
e matéria poderiam ser consideradas como estados
de progressiva corrupção ou decadência
do estado perfeito de espírito, e este seria
então o sentido que deveríamos
dar à palavra queda". (Pietro Ubaldi,
O Sistema, Capítulo XX, p. 268). (Os grifos são
nossos).
1.6) - PONTO DE CHEGADA E
PONTO DE PARTIDA
Entre os extremos: os espíritos, que não
caíram, permanecendo no sistema ou paraíso
divino, fora do espaço-tempo, pois desde o princípio
seguiram o caminho do bem absoluto e os que por impulsos,
contrário a totalidade, chegaram à contração
máxima, a matéria em estado mais denso,
manifestando-se na dimensão tempo e espaço.
Existem degraus quase infinitos, propiciando a criação
e desenvolvimento de diferentes mundos, aparelhados
para a transformação paulatina da consciência:
"Na casa de meu Pai há muitas moradas; se
não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou
preparar-vos lugar". (João, 14:2). Essas
moradas vão desde múltiplos universos,
mundos fluídicos, espirituais e físicos
até as moradas íntimas ou níveis
conscienciais.
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