"Não
foi uma queda em sentido espacial,
mas foi demolição de valores, inversão
de qualidades, descida de dimensões, ou seja,
contração de tudo isto, através
de uma progressiva inversão de valores positivos
originários, até que se tivessem todos
transformado no sentido negativo". (Pietro Ubaldi,
O Sistema, Capítulo III, p. 44). (Os grifos são
nossos).
1.3) - ANTES DO ÁTOMO
Antes do átomo, movimentamo-nos equivocadamente,
em relação à mobilidade ordenada,
em perfeita obediência à disciplina da
Lei, existente no Sistema, contraindo a nossa consciência
até a densificação em estado de
matéria, originando o Anti-Sistema, morrendo
para a verdadeira vida:
"A substância da vida
é expressa pela consciência de existir.
A substância da morte é dada pela perda
dessa consciência". (Pietro Ubaldi, O Sistema,
Capítulo XVI, p. 211).
"Que é, com efeito,
o culpado? É aquele que por um desvio, por
um falso movimento da alma, se distancia do
objetivo da criação, (...)." (Allan
Kardec, O Livro dos Espíritos, Comentários
de Paulo, Apóstolo, Pergunta 1009). (Os grifos
são nossos).
"Que é o
castigo? A conseqüência natural,
derivada desse falso movimento; uma
certa soma de dores necessária a desgostá-lo
da sua deformidade, pela experimentação
do sofrimento. (...). O castigo só tem por fim
a reabilitação, a redenção".
(Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Comentários
de Paulo, Apóstolo, Pergunta 1009). (Os grifos
são nossos).
"Então, a única
coisa que podia mudar com a revolta era a forma do
movimento, ou seja, uma direção
diferente que a criatura livre quis dar àquele
impulso originário, ao menos até onde
foi possível no âmbito de seu domínio.
Eis então que o movimento geral ordenado do Sistema,
que antes da revolta só se dava na dimensão
infinito, congelou-se na parte doente da desordem, encarcerando-se
em dimensões cada vez mais fechadas sobre si
mesmas pela involução, contraindo-se cada
vez mais até às nossas dimensões
espaciais". (Pietro Ubaldi, O Sistema, Capítulo
XII, p. 141). (Os grifos são nossos).
"O movimento,
portanto, é o denominador comum de todos os fenômenos.
Os próprios fenômenos, como tais, são
um movimento, desde que são constituídos
por um transformismo. Isto teve início com a
revolta, já que nesse momento teve início
o movimento da involução,
que depois continuaria com o de evolução.
Explica-se dessa maneira, como tenha nascido - e qual
o impulso que originou - o transformismo fenomênico,
este que é o modo de existir em nosso universo".
(Pietro Ubaldi, O Sistema, Capítulo XII, p. 136).
(Os grifos são nossos).
"A essência da queda
não é, portanto, um ato de punição,
mas o afastamento de Deus, desejado pela criatura, que
tem fatal necessidade de subir novamente a Ele, se quiser
reencontrar a vida". (Pietro Ubaldi, Deus e Universo,
Capítulo X, p. 137).
"O afastamento da Lei é
o que se chama: erro, a reação da Lei
ao erro é o que se chama: dor". (Pietro
Ubaldi, Queda e Salvação, Introdução,
p. 31).
"A medida da dor é
estabelecida pela medida do erro". (Pietro Ubaldi,
Queda e Salvação, Capítulo 06,
p. 141).
"A dor existe como método
de ensino e educação na escola dos primitivos".
(Pietro Ubaldi, Queda e Salvação, Capítulo
06, p. 133).
"É verdade que com
a revolta nasceu a desordem, mas sem sair da ordem,
nasceu o caos, mas sempre controlado por Deus, nasceu
o mal, mas só como sombra do bem". (Pietro
Ubaldi, Queda e Salvação, Introdução,
p. 24).
1.4) - APÓS O ÁTOMO
Após o átomo, lançamo-nos em processo
de expansão, secundado pela vibração
divina, até nos situarmos a meio caminho, na
fase hominal, onde por decisão interior e livre,
nos levantaremos e corrigindo trajetórias, buscaremos,
mais cedo ou mais tarde, a senda do Reino Divino onde
certamente nos alegraremos e regozijaremos na unidade
do Espírito: "Eu neles, e tu em mim, para
que eles sejam perfeitos em unidade". (João,17:23).
"Então, o átomo
se quebra e a evolução, que é caminho
de regresso, torna a levar à distensão
cinética o movimento que se curva sobre si mesmo.
Assim as trajetórias fechadas no átomo
abrem-se para a saída dos elétrons, que
se lançam livres no espaço, gerando um
novo modo de ser da substância: a energia.
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