Às
mentalidades que se rebelam à idéia de
uma reação da Lei pela queda na dor, em
virtude do erro de origem, perguntamos se não
se revoltariam mais ainda contra o conceito de um Deus
que haja querido uma criação imperfeita
e progressiva, impondo ao ser inocente o tremendo
esforço de construir a sua felicidade através
da dor, por um preço tão duro, quando
sabemos que o princípio de Deus, ao criar, é
o Amor, isto é, doação por ato
de bondade". (Pietro Ubaldi, Deus e Universo, Capítulo
X, p. 124). (Os grifos são nossos).
Quando olhamos para a vida, sem a Teoria da Reencarnação,
inúmeros acontecimentos ficam sem sentido, a
justiça divina torna-se movediça e inexplicável,
e a maioria das questões pessoais e coletivas
têm de ser envolvidas pelos véus dos mistérios
e dos dogmas. Porém, quando equacionamos os diferentes
problemas da existência, sob o enfoque reencarnacionista,
tudo se ajusta, fica coerente e racional. O mesmo se
dá com a Teoria da Queda. Como explicar, o nosso
universo, o nosso mundo, a existência do mal,
a infelicidade, a destruição, a luta pela
vida desde os primórdios da evolução,
sem a visão que tudo isso, tenha nascido dos
impulsos da criatura e não de uma criação
divina imperfeita e progressiva? Sem a Teoria da Queda,
nada se explica, incluindo as últimas descobertas
da física relativista e quântica:
"Talvez, especulam os cientistas,
a Gênese ocorra repetidamente num oceano
atemporal de Nirvana. Neste novo quadro, talvez
seja possível comparar o nosso universo como
uma bolha flutuando num "oceano"
muito maior, com novas bolhas formando-se o tempo todo.
Segundo esta teoria, os universos como bolhas, que se
formam na água fervendo, estão em contínua
criação, flutuando numa arena muito maior,
o Nirvana do hiperespaço em
onze dimensões. Um número crescente de
físicos sugere que nosso universo surgiu
mesmo de repente, de um faiscante cataclisma,
o Big Bang, mas ele também coexiste num oceano
eterno de outros universos. Se estivermos certos, big
bang estão acontecendo enquanto você lê
esta frase". (Michio Kaku, Mundos Paralelos,Capítulo
Um, p.21).
Esse universo fora do espaço tempo, o Nirvana
do hiperespaço atemporal, que a ciência
começa a postular é o Sistema, revelado
nas obras de Pietro Ubaldi. O Big Bang, que surge de
repente, é o resultado final, do movimento ilusório,
escolhido conscientemente pelo ser. Os vários
Big Bang, são os gritos finais do fenômeno
da queda, o espírito congelando-se em energia
e esta se congelando em matéria, que continua
ocorrendo, devido à natureza do impulso individual,
sua extensão, profundidade e permanência
e a relatividade do tempo, próprio para cada
consciência em contração:
"A única teoria que
concilia e resolve tudo é a da queda. Se a eliminarmos,
acaba-se em um mar de contradições e nada
se resolve (...). O leitor que deseja eliminar a teoria
da queda, procure outra que igualmente resolva tudo
sem dúvidas. Parece-nos lógico que tenhamos
preferência pela teoria que tudo resolve, deixando
de lado as que não resolvem: teoria que aceitamos
por força dos fatos e não por influência
de uma escola ou religião". (Pietro Ubaldi,
Deus e Universo, Capítulo X, p.125 ).
"Talvez uma das maiores
provas da verdade da teoria da queda seja dada justamente
pelas objeções feitas à teoria
e pela atitude da psicologia humana a discuti-la. A
maior parte das dificuldades consiste em procurar os
defeitos da obra de Deus, para acusá-lo como
culpado dos danos atuais; ou seja, consiste em fazer
de si o centro do universo, para julgar, desse centro,
tudo em função de si mesmo e da própria
vantagem ou prejuízo". (Pietro Ubaldi, O
Sistema, Capítulo XIV, p. 173).
Transformar-se no centro do universo, corrigindo a
obra divina, é um dos mais comuns reflexos dos
impulsos egocêntricos egoístas, responsável
por todas as quedas, e que psicologicamente subsiste
em vários atos humanos, observáveis no
dia a dia da nossa vida em sociedade, impulsos que vão
do suicídio a destruições coletivas,
como a guerra, da violência à hipertrofia
do eu:
"Estivesse eu presente no
momento da criação, teria dado algumas
sugestões úteis para uma organização
melhor do universo". Afonso, o Sábio (Citação
do livro de Michio Kaku, Mundos Paralelos, Capítulo
Dois, p.36).
"Dane-se o sistema solar.
Má iluminação; planetas distantes
demais; infestado de cometas; invenção
medíocre; eu teria feito [um universo] melhor".
Lord Jeffrey (Citação do livro de Michio
Kaku, Mundos Paralelos, Capítulo Dois, p.36).
"Não seria bastante
este fato para provar que o homem ainda se está
movendo em plena psicologia da revolta, tão vivo
está ainda nele o princípio que
determinou a queda?" (Pietro Ubaldi, O
Sistema, Capítulo XIII, p. 164). (Os grifos são
nossos).
"A soberba precede a ruína,
e a altivez do espírito precede a queda".
(Provérbios, 16:18).
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