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UMA JANELA PARA O INFINITO
 

"(..), se não progredistes, podereis ir para outro mundo que não valha mais do que a Terra e que talvez até seja pior do que ela". (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Resposta à Pergunta 174).

Diante de toda essas explicações, concluímos:

"Sem a queda, não se justifica a reencarnação, e quem nega a primeira teoria deve negar também a segunda, já que não possui elementos para justificá-la. Se a maior explicação da razão primeira da reencarnação está na teoria da queda, não é possível admitir logicamente que se possa crer na reencarnação sem aceitar a teoria da queda que a condiciona". (Pietro Ubaldi, O Sistema, Capítulo XVII, p. 227).

"Se admitimos a reencarnação, temos que abandonar o conceito de criação unicamente progressiva e aceitar a teoria da queda. Se aceitamos a criação apenas progressiva, é necessário abandonar o conceito de reencarnação. Isto porque, segundo o princípio de criação progressiva, que se desenvolve apenas no sentido evolucionista, sem o precedente semiciclo involucionista, o criado deveria mover-se em uma única direção, devendo no sistema ser desconhecido, jamais aparecendo, o princípio do ciclo. Se este princípio surge em um caso particular, num universo que sabemos construído num tipo único de sistema, depois repetido em todos os níveis e dimensões, isto significa que o referido princípio do ciclo está também no caso geral do tipo-base do sistema". (Pietro Ubaldi, Deus e Universo, Capítulo X, p. 143). (Os grifos são nossos).

"Em nosso universo, é absurdo um fenômeno unilateral, desequilibrado, por falta do seu complemento compensador; um fenômeno que avance em uma só direção, isto é, apenas um semiciclo, um semicircuito, significa um semifenômeno". (Pietro Ubaldi, Deus e Universo, Capítulo X, p. 142).

"O ponto de partida da criação progressiva seria um estado em que Deus se autodestruiu nas Suas qualidades primaciais, estabelecendo a própria negação na inconsciência, na dor e no mal, para iniciar num penoso sacrifício de ascensão, cotidianamente imposto à criatura, certamente inocente de tudo isto". (Pietro Ubaldi, Deus e Universo, Capítulo X, p. 140).

"Sabemos que o transformismo é filho da queda, pois em Deus não há mutação nem evolução, mas tudo simplesmente é. Tudo, pois, no universo, deve completar-se no seu semiciclo e com ele volver ao ponto de partida, ainda que com pequeno deslocamento, que constitui a evolução. Todos os fenômenos caminham em duas fases inversas e complementares, sem o que, no transformismo, não pode haver fenômeno". (Pietro Ubaldi, Deus e Universo, Capítulo X, p. 142). (Itálico do autor).

"A própria teoria da reencarnação, simplificando contínuas inversões entre vida e morte, entre erros e expiações, prova-nos o princípio fundamental do ciclo completo, composto de dois semiciclos: queda e ressurreição. Há absoluta incompatibilidade entre a teoria da criação progressiva e a teoria da reencarnação". ( Pietro Ubaldi, Deus e Universo, Capítulo X, p. 142).

"Não se esqueça, André, de que a reencarnação significa recomeço nos processos de evolução e retificação. Lembre-se de que os organismos mais perfeitos da Casa Planetária procedem inicialmente da ameba. Ora, recomeço significa "recapitulação" ou "volta ao princípio"". (André Luiz, Missionários da Luz, Capítulo 13, p.234).

1.10) - AS PROVAS

Quedas psicológicas, reencarnatórias, espirituais, planetárias, a queda do homem, a primeira grande queda, a evolução, a ovoidização, a contração e expansão da consciência nos processos reencarnatórios etc., exprimem uma Lei, e não somente constituem fenômenos isolados. Não seria possível falar em ciclo evolutivo, sem a sua contraparte, a involução, em matéria e espírito sem entender que o dualismo é apenas aparente, porque ambos refletem a mesma e única substância. Sem a Teoria da Queda, tudo se reduz a fatos desconexos, sem uma explicação real:

"Só dessa forma são coordenados todos os fenômenos do universo num único telefinalismo; compreende-se por que nasçam os planetas e a vida sobre eles, e se descobre o fio espiritual que liga todas as formas da vida num único caminho ascensional dirigido para Deus. Sem este conceito da queda do Sistema, que nos mostra que agora vivemos num Anti-Sistema, que não pode ser atribuído a Deus, tudo permanece desconexo e incompreensível". (Pietro Ubaldi, O Sistema, Capítulo III, p. 43).

"Do ponto de vista da criatura não teria sido injusto e maldoso (duas qualidades que Deus não pode ter) condená-la ao sacrifício da ascensão sem que ao menos fosse justificado o seu erro inicial?

 

 
 
 
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