1.1)
- DO ÁTOMO AO ARCANJO
MONISMO FÍSICO-PSÍQUICO. ESPÍRITO
E MATÉRIA, estados diversos
de uma essência imutável. Eis
o princípio da descida consciencial, magistralmente
relatado por Pietro Ubaldi em sua inigualável
obra, contudo, revelado desde os mais antigos contos
mitológicos e orientais, nas parábolas
das diversas religiões, bem como na resposta
cristalina à pergunta 540 de O Livro dos Espíritos
que desvendando os mistérios da evolução,
ensina: "É assim que tudo serve,
que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo
primitivo até o arcanjo que também começou
por ser átomo".
O QUE O ARCANJO ESTAVA FAZENDO DENTRO DO ÁTOMO?
A pergunta é pertinente, porque a evolução
desenvolve o menos a partir do mais, que no menos existe
em potencialidade ou em latência. O menos não
é capaz de desenvolver o mais por soma ou agregação,
mas por desenvolvimento do que nele já existe
em germe, à semelhança da semente e da
árvore. Se o arcanjo estava no átomo nos
primórdios da evolução é
porque algo aconteceu antes disso! E esta é uma
das preocupações ou conjecturas de alguns
cientistas, que questionam e buscam respostas ao que
teria antecedido ao Big Bang,
que representa, no estágio atual do nosso
conhecimento científico, a gênese da matéria,
do espaço, do tempo e do nosso universo:
"Mas a pergunta permanece.
Quando postulamos um instante finito de criação,
é sempre possível perguntar: o que existia
antes da criação, antes do big-bang?"
(Dr. Amit Goswami, A Janela Visionária, Capítulo
Cinco, p.23). (Itálicos do autor).
“O mais é apenas
a explosão de um mundo fechado em si mesmo, mas
que já continha tudo em potencial”. (Pietro
Ubaldi, A Grande Síntese, Capítulo 29,
p. 90).
"Colocada por Deus no caminho
da vida, como o discípulo que termina os estudos
básicos, a alma nem sempre sabe agir em correlação
com os bens recebidos do Criador, caindo pelo orgulho
e pela vaidade, pela ambição ou pelo egoísmo,
quebrando a harmonia divina pela primeira vez
e penetrando em experiências penosas, a fim de
restabelecer o equilíbrio de sua existência".
(Emmanuel, O Consolador, Pergunta 248). (Os grifos são
nossos).
"Disso resulta que se pode
existir de dois modos, ou seja, a vida pode assumir
duas formas. A primeira é a do Sistema.
Podemos representá-la como a de um organismo
são, com funcionamento sempre perfeito, sem mutações.
A segunda é a do Anti-Sistema.
Podemos imaginá-la como a de um organismo doente
de transformismo, para o qual o existir só é
possível à custa de um tornar-se contínuo,
que o modifica sem tréguas, para o qual tudo
deve sempre nascer, desenvolver-se e morrer". (Pietro
Ubaldi, O Sistema, Capítulo XII, p. 137). (Os
grifos são nossos).
"Os filhos de Deus só
podiam ser livres e conscientes, aceitando permanecer
na ordem só por livre adesão". (Pietro
Ubaldi, O Sistema, Capítulo III, p. 39).
"Todavia, a liberdade é
tal, que contém a possibilidade do arbítrio
e do abuso, o que significa poder quebrar a unidade
orgânica do Sistema". (Pietro Ubaldi, O Sistema,
Capítulo III, p. 40).
1.2) - A PARÁBOLA
DO FILHO PRÓDIGO
Jesus, o Augusto enviado de Deus, ciente da nossa pobreza
moral, procurando traduzir a nossa condição
espiritual, contou-nos uma parábola (Lucas, 15:11
a 32), que nos remetia a um reino distante onde um Pai
amoroso e bom, vê partir um filho amado, imaturo
e impulsivo, para uma terra longínqua, onde,
vivendo dissolutamente, dissipa todos os bens que havia
herdado. Padecendo extremas necessidades, chega a desejar
o alimento dos porcos. Caindo em si, após tanto
sofrer, levanta-se e resolve voltar à morada
paterna. Ainda quando estava longe viu-o seu Pai, que
o recebe com alegria e íntima compaixão.
O filho diz: "Pai, pequei contra o céu e
perante ti e já não sou digno de ser chamado
teu filho" e o Pai misericordioso e magnânimo
entre tantas palavras amorosas e doces ressalta: "Este
meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e
foi achado".
A parábola do Filho Pródigo é
a nossa própria história em sua faceta
de involução ou queda, e de ascensão
ou evolução:
"Filhos pródigos,
abandonai vosso exílio voluntário;
voltai vossos passos para a morada paterna: o pai vos
estende os braços e mantém-se sempre pronto
para festejar vosso retorno à
família". (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos,
Comentários de Lammenais, Pergunta 1009). (Os
grifos são nossos).
"Nosso pai é justo
e bom. Todos somos filhos pródigos; voltemos
à casa paterna". (J. B. Roustaing, Os Quatro
Evangelhos, Tomo Primeiro, Item 14, p. 168).
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