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OS OVÓIDES
"Muitos infelizes, obstinados na idéia de
fazerem justiça pelas próprias mãos
ou confiados a vicioso apego, quando desafivelados do
carro físico, envolvem sutilmente aqueles que
se lhes fazem objeto da calculada atenção
e, auto-hipnotizados por imagens de afetividade ou desforço,
infinitamente repetidas por eles próprios, acabam
em deplorável fixação monoideística,
fora das noções de espaço e tempo,
acusando, passo a passo, enormes transformações
na morfologia do veículo espiritual, porquanto,
de órgãos psicossomáticos retraídos,
por falta de função, assemelham-se a ovóides,
vinculados às próprias vítimas
que, de modo geral, lhes aceitam, mecanicamente, a influenciação,
à face dos pensamentos de remorso ou arrependimento
tardio, ódio voraz ou egoísmo exigente
que alimentam no próprio cérebro, através
de ondas mentais incessantes". (André Luiz,
Evolução em dois Mundos, Primeira Parte,
Cap. XV, pag. 117).
As figuras de 31 a 40 mostram, sob
diferentes ângulos e posições, o
vampirismo exercido por "parasitas ovóides"
em relação a um encarnado. Os ovóides
são representados com tamanho menor do que a
figura precedente (prancha de n° 30). É
que podemos encontrá-los de diferentes formas
e matizes, situados em posições diferentes
dentro do nosso complexo psicossomático.
"A vampirização
era incessante. As energias usuais do corpo pareciam
transportadas às "formas ovóides",
que se alimentavam delas, automaticamente, num movimento
indefinível de sucção".
(André Luiz, Libertação, Cap. IX,
pág. 115).
"Nessas condições,
o obsessor ou parasita espiritual pode ser comparado,
de certo modo, à sacculina carcini,
que, provida de órgãos perfeitamente diferenciados
na fase de vida livre, enraiza-se, depois, nos tecidos
do crustáceo hospedador, perdendo as características
morfológicas primitivas, para converter-se em
massa celular parasitária.
No tocante à criatura
humana, o obsessor passa a viver no clima pessoal da
vítima, em perfeita simbiose mórbida,
absorvendo-lhe as forças psíquicas, situação
essa que, em muitos casos, se prolonga para além
da morte física do hospedeiro, conforme a natureza
e a extensão dos compromissos morais entre credor
e devedor". (André Luiz, Evolução
em dois Mundos, Primeira Parte, Cap. XV, pág.
117).
A sacculina carcini é uma craca, que quando
fixada no hospedeiro, espalha raízes parecidas
com as das plantas, cobertas com filamentos semelhantes
aos que revestem o intestino humano. Com o tempo, assume
a fórmula de um nódulo que vira uma bolota
cada vez maior, transformando, por exemplo, o caranguejo,
numa criatura apenas para servi-la. O hospedeiro não
consegue mais fazer coisas que gastam energia _ trocar
de casca, crescer, recuperar garras perdidas, etc. Mutatis
mutandis, os ovóides sugam as energias das vítimas,
impedindo-as de realizar as mínimas funções
da vida, apropriando-se de forças físicas
e psíquicas, vampirizando-as em processos altamente
intensivos. O mesmo ocorrerá com o desencarnado:
"Existem "parasitas ovóides"
vampirizando desencarnados?
Sim, nos processos degradantes
da obsessão vindicativa, nos círculos
inferiores da Terra, são comuns semelhantes
quadros, sempre dolorosos e comoventes pela ignorância
e paixão que os provocam". (André
Luiz, Evolução em dois Mundos, Segunda
Parte, Cap. XIX, pág. 215) (os grifos são
nossos).
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