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O CORPO ASTRAL OU EMOCIONAL
Em 1909, Hector Durville, emérito magnetizador,
dando seqüência aos estudos do coronel A.
de Rochas, conseguiu isolar dissociar, exteriorizar
e estudar experimentalmente o terceiro elemento do complexo
humano o Corpo Astral ou Emocional (os dois primeiros
são: o corpo físico e o duplo etérico).
Antônio J. Freire no livro Da Alma Humana narra
assim a descoberta:
"Um dia, Hector Durville,
no decurso de suas experiências, reconhecendo
que o fantasma estava perfeitamente condensado e que
todos os esforços magnéticos que fazia
diretamente sobre o passivo nada produziam de novo e
digno de interesse, resolveu continuar a magnetização,
não sobre o passivo, mas diretamente sobre o
fantasma (o duplo etérico). Pouco depois,
o passivo declarava que deste fantasma inicial se exteriorizava
em outro de cores menos vivas que o primeiro, de azul
claro no seu conjunto, mas que a sua luminosidade aumentava
gradualmente à medida que se ia obscurecendo
o fantasma primitivo. Hector Durville achou-se, pois,
em presença de dois fantasmas diferenciados,
estando o segundo ligado ao primeiro por um cordão
fluídico (corpo astral e duplo etérico),
e o primeiro (duplo etérico) ligado ao
corpo físico do passivo por um cordão
também de natureza fluídica e hiper-física".
(Antônio J. Freire, Da Alma Humana, Cap. VI, pág.
116) (As expressões em itálico
são nossas).
O corpo astral é muitas vezes denominado de
corpo perispiritual, como mencionamos anteriormente,
quando se toma a parte pelo todo, mas quando o compreendemos
como o corpo que nos possibilita a movimentação
e existência no plano extrafísico, sendo
uma das unidades ou campos formadores do corpo perispiritual,
fica mais fácil interpretarmos inúmeros
fenômenos, dentre eles o relatado por André
Luiz no livro Nosso Lar no capítulo 36:
"O sonho não era
propriamente qual se verificava na Terra. Eu sabia,
perfeitamente, que deixara o veículo inferior
no apartamento das Câmaras de Retificação,
em "Nosso Lar", e tinha absoluta consciência
daquela movimentação em plano diverso".
(André Luiz, Nosso Lar, Cap. 36, pág.
197) (Os negritos são nossos).
Que organismo inferior era esse se André Luiz
já estava desencarnado?
Só poderia ser o Corpo Astral e André
Luiz desdobrado em Corpo Mental assimila do novo ambiente
em que se situava energias sublimadas, formando transitoriamente
um novo corpo astral, mais sutil, para se expressar
na região para onde fora conduzido:
"Ao passar de um mundo
para outro, o Espírito se reveste instantaneamente
da matéria própria de cada um deles, com
a rapidez de um relâmpago". (Allan Kardec,
O Livro dos Espíritos, perg. 187)
As figuras 19 e 20 mostram apenas o corpo astral, sem
os outros componentes do complexo humano, de corpo inteiro,
de frente e de perfil na coloração rosa
e não azulada como comumente é visualizado. |