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FRANCISCO DE ASSIS - O SEGUNDO CRISTO
 

Esta descrição revela o poder da autoridade do apóstolo. Por esta e por outras passagens percebemos a firmeza de seus propósitos e o quanto era autêntico em suas exposições. Tratava o pecador com sinceridade sem o humilhar, trazendo-o à realidade através da percepção consciente de suas faltas, e da necessidade de repará-las.

O nome de Francisco há este tempo já se tornara referência. Por onde passava sua fama se espalhava, e vinham a ele pobres, nobres, sábios, leigos e doentes do corpo e da alma, todos eles famintos pelo alimento espiritual que fornecia o apóstolo. Um de seus maiores ensinamentos era se fazer menor, repudiando toda lisonja e vaidade, e por esta razão funda a Ordem dos Frades Menores. Com este nome pretendia demonstrar que não procurava posição de destaque, e fazia questão de que seus seguidores se orientassem pelos mesmos princípios.

A Ordem dos Frades Menores reunira colaboradores sinceros que faziam questão de se reunir sempre que podiam, trocando experiências e conflitos íntimos, buscando por meio do fortalecimento mútuo e do exemplo do fundador da obra, o sustentáculo para suas ações. Haviam renunciado a tudo de material que possuíam. Usavam apenas roupas pobres com uma corda amarrada à cintura.

Preferiam os lugares onde eram criticados, açoitados e presos, pois sabiam que era ali que estavam os doentes, e o desejo sincero do grupo era curar as almas perdidas na ignorância. Esta Ordem desempenhou trabalho verdadeiramente cristão, e contribuiu decisivamente para que os ideais franciscanos fossem divulgados.

O espírito de Emmanuel demonstra a importância dos seguidores de Francisco de Assis:

"A ordem dos franciscanos chegou a congregar mais de duzentos mil missionários e seguidores do grande inspirado. Eles repeliam qualquer auxílio pecuniário, para aceitar tão-somente os alimentos mais pobres e mais grosseiros, e o característico que mais os destacava das outras comunidades religiosas era o seu alheamento dos mosteiros. Em vez de repousarem à sombra dos claustros, na tranqüilidade e na meditação, esses espíritos abnegados reconheciam que a melhor oração, para Deus, é a do trabalho construtivo, no aperfeiçoamento do mundo e dos corações". (Emmanuel, A Caminho da Luz, Cap. XVIII, p.160) (grifos nossos).

 

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