Portanto, todos
no Sistema possuíam uma função,
e o processo era de mútua colaboração,
onde cada um desempenhava seu papel, concretizando uma
harmonia perfeita sustentada no centro por Deus. São
Francisco também tinha a sua função,
que na visão de Frei Pacífico foi demonstrada
como um trono. Ocorre que o trono de Francisco era o
mais glorioso, e esta posição indica por
que o Santo viu-se como o maior dos pecadores: sua função
no Sistema era de cuidar dos espíritos que compõem
a coletividade das almas hoje ligadas a Terra. Quando
ocorre a queda, este anjo torna-se o maior dos pecadores,
pois maior era sua responsabilidade para com as almas
decaídas.
Por outro lado, ultrapassado este processo e seguindo
os caminhos da evolução, o espírito
de Francisco percorre trajetória mais rápida
do que os demais anjos decaídos, e sacrifica-se
pela humanidade vivendo encarnação de
sofrimento, dando o exemplo para os demais espíritos,
e trazendo a luz da caridade a Terra. Completou sua
missão, sofreu pelo próximo sem nada pedir
em troca e volveu merecidamente ao seu trono celeste.
Assim viveu um verdadeiro iluminado. Foi homem, apóstolo,
cristão, médium e santo. Ocupou várias
posições e desempenhou diversos papéis
na obra do Cristo sem nunca deixar de se submeter aos
desígnios do Mestre. Foi e continua sendo exemplo
de redenção do ser, um verdadeiro método
prático de como se viver para Deus no mundo das
imperfeições.
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MAIA, João Nunes, pelo espírito Miramez.
Francisco de Assis. 2.ed. Belo Horizonte: Espírita
Cristã Fonte Viva, 1986.
SILVEIRA, Frei Ildefonso e REIS, Orlando dos (Organizadores).
São Francisco de Assis: Escritos e biografias
de São Francisco de Assis. 3. ed. Petrópolis:
Vozes, 1983.
UBALDI, Pietro. A Nova Civilização
do Terceiro Milênio. 4. ed. Rio de Janeiro:
Fraternidade Francisco de Assis, 1992.
UBALDI, Pietro. O Sistema. 3. ed. Campos dos
Goytacazes: Fraternidade Francisco de Assis.
XAVIER, Francisco Cândido, pelo espírito
Emmanuel. A caminho da luz. 12. ed. Rio de Janeiro:
Federação Espírita Brasileira,
1983.
XAVIER, Francisco Cândido, pelo espírito
Emmanuel. Fonte Viva. 18. ed. Rio de Janeiro:
Federação Espírita Brasileira,
1992.
XAVIER, Francisco Cândido, pelo espírito
Emmanuel. Pão Nosso. 24. ed. Rio de Janeiro:
Federação Espírita Brasileira,
2004.
|