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FRANCISCO DE ASSIS - O SEGUNDO CRISTO
 

1. INTRODUÇÃO

Este estudo dedica-se à personalidade de Francisco de Assis, o segundo Cristo. Trata-se do primeiro passo em busca do entendimento de quem foi este apóstolo, breves linhas sobre sua vida que dão início a uma série de outros artigos que se materializarão no futuro, e que visam a este mesmo objetivo. Utilizamos como referência a coletânea da Editora Vozes que compila a vida do Santo, trazendo passagens escritas por ele mesmo, por seus contemporâneos ou por biógrafos. Em alguns trechos, colacionamos explicações do professor Pietro Ubaldi que completam e elucidam alguns fatos que requerem uma visão mais aprofundada. Citamos também Emmanuel que, por meio da mediunidade preciosa de Chico Xavier, socorre-nos com informações preciosas, além de alguns dados fornecidos pelo espírito Miramez.

Não seguimos a sequência cronológica dos fatos, empregamos divisão exemplificativa das várias funções que São Francisco desempenhou na Terra e que nos ajudam a entender a nobreza da alma deste missionário.

2. O HOMEM

A coletânea da editora Vozes indica que o nascimento de Francisco de Assis teria se dado entre 1181 e 1182 em Assis, na Itália, entre junho e dezembro. Miramez pela mediunidade de João Nunes Maia (Miramez, Francisco de Assis, Nasce Francisco, p.143), precisa que o nascimento ocorrera em 26 de setembro de 1182. Miramez descreve o acontecimento e relata fato importante que envolve a mãe de Francisco :

"E Maria Picallini recebeu o seu filho das mãos de Jarla, como o maior prêmio que a vida lhe conferiu, nos horizontes da Terra, cobrindo o seu rostinho de beijos de todas as naturezas. Dir-se-ia que o coração classificara os afetos no calor das virtudes que ela possuía. E falou com a maior ternura que uma mãe feliz possa expressar:

- O nome dele é JOÃO..." (Miramez, Francisco de Assis, Nasce Francisco, p.145)

Neste instante de extrema emoção a mãe de Francisco sentira que aquela criança era reencarnação de João Evangelista. Em italiano Giovanni é o mesmo nome João, e a mãe daquele santo percebera intuitivamente que se tratava do mesmo espírito, e quis manter o nome. Contudo, o pai de Francisco, Pedro Bernardone, não aprovava a escolha e, utilizando-se de sua autoridade paterna, exigiu que a criança fosse chamada de Francisco. A vontade do pai prevaleceu.

 

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