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O CRISTO CÓSMICO
 

Neste diapasão, quanto menos nos assenhoreamos do mundo íntimo dos nossos sentimentos, tanto mais estamos distantes dessa força, dessa harmoniosa vibração que somente pode nos alcançar pelo reino do espírito, o qual chamamos Cristo Cósmico: "Ele é uma vibração. Sua morada está em nós – uma ressonância de pensamentos e de ações". (Pietro Ubaldi, Ascese Mística, Cap. XII , p. 161)

Assim, o Cristo a quem buscamos, deve ser sentido, acessado, conectado a partir de vivências em nosso mundo interior. Neste sentido, Cristo é a vibração mais pura do espírito de Deus em nós: "Só um Cristo assim, sentido com ritmo interior, pode ser um vínculo de almas, um princípio de fusão e de unificação no qual todos os filhos de Deus poderão reviver em divina unidade". (Pietro Ubaldi, Ascese Mística, Cap IX, p. 146)

Por esta razão, o intelecto, a sabedoria humana são meios ineficazes para compreender o Cristo, que deve ser alcançado por meio da busca do amor, posto que somente aos que se dispõem ao esforço do amor é concedida a consciência dessa sabedoria íntima e profunda, cuja elevação progressiva e constante realizará o reino dos céus dentro de nossas almas.

ÚLTIMAS LINHAS

Por meio deste estudo, buscaremos a visão síntese do Cristo, por isso chamado CRISTO CÓSMICO, um estudo que transcenda ao mito religioso, mostrando o Cristo como antecipação biológica do homem do futuro, como guia e modelo experimental de nossa ascensão rumo ao reino dos céus.

"Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao pai senão por mim". (Jo 14 : 06)

Quando, pois, nos entregaremos a essa força redentora que vibra no interior de nossas almas, chamando-nos sem cessar ao seu regaço de luz, quantos de nós ainda preferem se perder pelas estradas destes e de outros mundos a ouvir a mensagem cristalina que nos levará aos braços do pai? Não seria o momento de sermos verdadeiros e sensíveis como o foi o iluminado bom ladrão que diante do Divino Mestre, reconheceu o que era de fato, mas ainda assim, abriu sua alma para estar no paraíso com o Deus, para repetir à feição de Estevão, o primeiro grande mártir do povo cristão "Nada no mundo me fará renunciar ao amor de Jesus Cristo". (Emmanuel, Paulo e Estevão, Cap. VIII, p. 150)

Diante desta ainda pálida visão do Cristo, busquemos questionar a semelhança de Pietro Ubaldi em seu CRISTO, quando interroga "Quem era o Cristo e o que Ele quis fazer? Quais eram os fins que se propunha a alcançar?". (Pietro Ubaldi, Cristo, Cap. III, p.35)

Eis o caminho que começaremos a palmilhar.

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