| O próprio
Cristo-Jesus foi assente ao explicar sobre a possibilidade
de materializar-se: "Deixo a vida para a retomar;
ninguém me tira, sou eu que por mim mesmo a deixo;
tenho o poder de a deixar e de a retomar". (João
10 :18 )
Portanto, não resta dúvida, que "(...)
Jesus, pois, constituiu ele próprio, pela ação
de sua vontade, o perispírito tangível
quase material" (J.B. Roustaing, Os Quatro Evangelhos,
Vol.I, p. 161), e tendo em vista, o planeta que habitamos,
tomou para si, temporariamente, um corpo relativamente
semelhante ao nosso.
Diante disso, concluímos que, infelizmente,
o entendimento acerca da natureza fluídica do
Corpo do Cristo, fica em segundo plano quando se tenta
desacreditar a condição medianímica
ou mesmo moral do nobre J. B. Roustaing, perdendo-se
grandes oportunidades investigativas que engrandeceriam
a esclarecedora doutrina dos espíritos e amadureceria
os espíritas.
A DESCIDA DO CRISTO-JESUS À
TERRA
Por meio das elucidações do espírito
Áureo ( Universo e Vida, Cap. VII , pag. 111),
temos a narrativa esclarecedora do sofrimento verdadeiramente
sobre-humano a que se expôs o Cristo para envergar
na terra o corpo semi-material, tal qual estrela candente
a apagar-se dolorosa e paulatinamente, escondendo sua
particular luminosidade para que não fôssemos
por ela feridos.
Assim, o processo de tangibilização
custou longuíssimo tempo na contagem humana,
sendo que, o primeiro passo da jornada delicada, custou-lhe
a transferência do centro solar donde habitam
os seres daquela estirpe para a fotosfera onde tornou-se
possível o mergulho na matéria, através
do revestimento consciente de seu puro espírito
com um tecido energético de fótons.
Posteriormente, em processo consciente de materialização,
imergiu-se no bojo do planeta Terra, para transformar
seu manto fotônico em átomos ionizados,
revestindo finalmente, o corpo iônico em tenuíssima
túnica molecular, estruturada basicamente por
ectoplasma agregado a células de origem vegetal,
emanadas dos vinhedos e trigais. Comprovando o entendimento
esposado no livro Universo e Vida, e por nós
compartilhado, temos como referência o próprio
Jesus, que Mateus (26:26) descreve que, tomando o pão
na santa ceia, abençoando e servindo aos seus
discípulos, declarou resoluto: Tomai, comei,
isto é o meu corpo.
Por outro lado, urge considerar que o fenômeno
da descida do Cristo a crosta terrestre foi marcado
por grandes processos de dor, isso porque a evolução
lhe permitira condição de sensibilidade
apuradíssima, com isso a descida luminosa, fê-lo
sofrer imensuravelmente a dor do arcanjo, que nós
outros por hora, sequer conseguiríamos dimensionar.
UMA NOVA VISÃO DO CRISTO
"Todos devemos fazer o que
o Cristo fez. Devemos fazer o nosso experimento. Devemos
viver até o fim a nossa visão de vida.
E haverá erros. Se evitam erros não se
vive". (Jung, Psicologia e Religião, p.
103)
Jesus de Nazaré representa tanto força
interior, como manifestação do Amor de
Deus pelos filhos pródigos que nos tornamos.
Cristo é o responsável celestial por todas
as almas que estão ligadas à mãe
terra, tendo recebido tal missão quando a terra
foi se desligando, do gigante solar, resfriando-se durante
milhões de anos, tornando possível o surgimento
da vida. Foi o Cristo-Jesus que presidiu magistralmente
a formação e a evolução
do seres, sendo o preposto Divino em nosso processo
evolutivo.
Esse mesmo Cristo é a figura central do nosso
processo evolutivo, representa uma busca interna, é
manifestação inequívoca daquilo
que Jung chamou de Self, representando a simbologia
perfeita do processo de crescimento da personalidade
humana.
Representa, como na visão de Ubaldi, o tipo
evolutivo do futuro, a antecipação biológica
do homem angélico e obediente à Lei de
Deus, "(...) um Cristo orientador da dinâmica
da vida, operando junto de nós no imenso esforço
criador da era moderna, potencializando-o com seus imensos
valores espirituais". (Pietro Ubaldi, A Descida
dos Ideais, Cap.IV, p. 95)
Daí, podemos compreender que somos irmãos,
viemos da mesma substância que nele tornou-se
resplandecente e que, por este motivo, atrai aquilo
que somos em espírito e verdade, que jaz latente,
mas que há de se tornar luz, "Vós
sois o corpo de Cristo, e, individualmente, membros
desse corpo". (1Cor. 12:27) |