| Disso decorre que a natureza
Celestial de Jesus permitia que, por ato de sua vontade,
pudesse atrair os fluidos ambientes necessários
a constituir a sua organização física
e dessa maneira materializá-lo para se tornar
visto e palpável aos olhos dos homens. Contudo,
na antemão desse raciocínio, estão
os que negam a materialização do Cristo,
negando-se a crer naquilo que não fazem esforço
em compreender.
Isso porque não seria o próprio perispírito
do homem desencarnado de natureza fluídica, diferenciado
na matéria densa? Acaso não é o
próprio espírito que, determinando a escolha
de suas provas, seus descendentes e ascendentes, bem
como o ambiente em que viverá, preside a formação
de sua constituição orgânica temporária,
na condição de co-criador em plano menor?
Por que tamanha dificuldade em aceitar que o próprio
Cristo tenha manipulado os elementos que formaram a
veste fluídica que envergou enquanto esteve visível
sobre a terra?
Em o Livro dos Espíritos (Allan Kardec, perg.
94), temos o esclarecimento de que o perispírito
é formado a partir do fluido cósmico existente
em cada globo, bem assim, ensina (Allan Kardec, perg.94)
que os espíritos que habitam os mundos superiores
vêm entre nós, tomando para si um perispírito
mais grosseiro do que a energia que desfrutam pela necessidade
de se revestirem de nossa matéria.
Guardadas as devidas e já ressaltadas proporções,
concluímos que: se pode, pois, o homem, apenas
recém desembarcado na margem do livre arbítrio
manipular as formas perispirituais, presidindo sua formação
orgânica, tanto mais não poderia o Cristo
Arquiteto e Governador do planeta, regente de toda vida
na terra materializar-se em roupagem fluídica
e luminosa?
Tendo por base Kardec, em nada parece incongruente,
ou, irrealista o texto grafado por Roustaing, visto
que, assinala a materialização do Cristo-Jesus
na terra, ação natural e previsível
dado o grau hierárquico que traduz a natureza
crística.
Colaborando com este entendimento ressaltamos que
no mesmo Livro dos Espíritos (Allan Kardec p.112)
parece igualmente, chamar-nos a atenção
para a realidade da evolução biológica
a que estamos suscetíveis, quando descreve que
a categoria dos espíritos puros (condição
de Jesus), não sofre influência nenhuma
da matéria.
Concordamos que o nobre rabi da Galiléia era
de fato, um agênere, aqui entendido como "(...)
criaturas fisiologicamente não geradas como o
normal dos encarnados. Noutras palavras seres que se
mostram materializados aos olhos humanos, às
vezes por longos períodos, que são sempre
interrompidos, necessariamente, por variáveis
interregno de tempo". (Áureo, Universo e
Vida, Cap VII , p. 115)
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