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O CRISTO CÓSMICO
 

A ressurreição apagou para sempre a dúvida da continuidade da vida após o desterro do corpo físico, e em sentido profundo, universal e evolutivo, marcou o retorno do Cristo-Jesus ao Sistema Divino, por isso, não deve ter sido, por outro motivo que se viu ao redor do madeiro infame, porém redentor, a legião de anjos que receberam Jesus aos transpor os umbrais humanos rumo ao seio de Deus, assim narrou-nos Emmanuel no livro - Há dois mil anos – referindo-se à visão de Lívia que, em transe, pôde perceber nos momentos da crucificação de Jesus:

"Extasiada, observou, na retina espiritual, que a grande cruz do Calvário estava cercada de luzes numerosas. (...) naquele momento, Lívia notara que se havia rasgado um longo caminho entre o Céu e a Terra, por onde desciam ao Gólgota legiões de seres graciosos e alados. Concentrando-se, aos milhares, ao redor do madeiro, pareciam transformar a cruz do Mestre em fonte de claridades perenes e radiosas". (Emmanuel, Há 2000 anos, Cap. IX, p. 161)

Diante da beleza e das verdades que encerram as palavras de Emmanuel, concluímos que Jesus Cristo, não foi um homem iluminado que transcendeu a própria experiência humana e a partir disso, se tornou um modelo universal. Não! Cristo é a verdade manifesta, o caminho ascensional de retorno ao seio de Deus, é a imagem e semelhança do próprio Pai, a forma de vida plenal, e mais que isso, é da categoria de espíritos puros, mais alto grau evolutivo que na terra temos conhecimento, razão por que é modelo perfeito anunciado pelo espiritismo na pergunta 625 de o livro dos Espíritos.

A TANGIBILIZAÇÃO DO CORPO DO CRISTO

Da trajetória crística, talvez sua tangibilização seja o ponto de maior confusão e discussões, mas, seriamente embalados pelas pesquisas já realizadas em torno de Jesus e sua excelsa natureza, concordamos com o entendimento de que os CRISTOS podem ir de um extremo a outro dos universos, podem manifestar-se visivelmente por imenso sacrifico de amor e atuar donde ordene a Vontade Todo-Poderosa, podendo com isso, tangibilizar-se, mas, não encarnar, posto que à emanação pura e crística não pode ligar-se à matéria densa que envergamos, espécie de energia primitiva e prensada que se lhe tornou incompatível, impossibilitando a ligação biológica, posto que a matéria desintegrar-se-ia, caso sofresse contato direto com uma emanação Crística, por mais abrandada que fosse.

Para fazer-nos compreender a impossibilidade da encarnação de Jesus, basta que racionalizemos que, uma vez atingida a razão, não pode o homem, ser inteligente, envergar um corpo irracional. De igual sentir, um Cristo, dado a distância evolutiva que de nós se encontra, não poderia vestir-se num corpo humano, por completa impossibilidade biológica, isso porque "A distância evolucionária que separa um orangotango de um homem terrestre é bem menor que aquela que medeia entre um ser humano terrestre e um Cristo Divino". (Áureo, Universo e Vida, Cap. VII, p. 111)

Nesse aspecto, a teoria apresentada no livro de Roustaing (1999), incompreendida por falta de análises sérias e sem pré-conceitos, parece-nos bastante esclarecedora quando conclui pela impossibilidade da encarnação de um Cristo num corpo de carne.

Pois bem, tomando-se por verdade, as teorias recebidas intuitivamente pelo professor Pietro Ubaldi em sua obra, no sentido de que a evolução é um constante devenir de forças, ou seja, o "vir-a-ser" do Espírito que, invertendo-se, tornou-se energia e posteriormente transmutou-se em matéria densa, na conhecida queda dos anjos, ou descida involutiva.

Bem como, tendo por princípio que, esta mesma matéria, impulsionada pela evolução determinística tende a desmaterializar-se, ascendendo em energia e transcendendo em Espírito, na subida evolutiva, não parece coerente contestar a materialização do Cristo, ao invés de sua encarnação.

Isso porque, dada a condição de integração psíquica em que o Cristo se encontrava com o Pai, tinha pleno conhecimento da substância matriz que forma a matéria, o fluido cósmico universal ou hálito divino, assim, entendemos que não exagera Roustaing quando afirma:

"Somente o espírito puro, não mais sujeito a encarnação em qualquer planeta que seja, por já haver atingido a perfeição sideral, dispõe de todos os fluidos , como possuidor que é de uma ciência completa, goza de inteira liberdade e independência e tem consciência exata de sua origem, seja qual for o perispírito ou corpo fluídico que tome e assimile às regiões que percorra". (J.B. Roustaing, Os Quatro Evangelhos, Vol. I, p. 160)

 
 
 
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