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"Algo nos fala à consciência, de uma
vida maior, que inspira sentimentos mais elevados e
mais belos. Ingente foi o trabalho no curso longo e
multissecular, mas o Deus justo respondeu aos angustiados
dos apelos do coração, enviando-nos seu
Filho bem-amado – O Cristo Jesus!". (Emmanuel,
Paulo e Estevão, Primeira Parte, Cap. VI, p.
111)
É com imensa alegria que escrevemos as primeiras
linhas dessa importante matriz de nosso portal e não
seria nossa pretensão concluir em tão
ligeiras palavras, nem tampouco dimensionar os efeitos
do pensamento, da mensagem, da natureza e do Ser Crístico,
contudo, iniciamos, apenas iniciamos, a longa jornada
de busca dessa Força que aguça profunda
e sutilmente nossa natureza espiritual e Divina.
O Cristo Jesus é num só tempo, o futuro
biológico do tipo humano, como também
é uma realidade intrínseca e latente em
cada indivíduo, pois, quanto mais buscamos o
Cristo Jesus, mais despertamos o Cristo interno que
vibra como sol interior em nosso espírito, eis
por que aspiramos ao dia em que poderemos, pelas vias
de nossa experiência pessoal, concluir: "não
sou eu quem vive em mim e sim o CRISTO" (Gl 2 :
20), tal qual Paulo, o convertido, num momento de pura
graça.
A imagem crística guardada em nosso universo
interior é CÓSMICA, coletiva, pois reflete
o degrau ascensional para o qual todos nos projetamos,
e o modelo psíquico que cada um de nós
deverá experimentar. Jesus vivenciou desde sua
materialização até o fenômeno
da crucificação e ressurreição,
a integração da psique, fazendo-se símbolo
arquetípico da redenção da humanidade.
Foi com esse entendimento que o psiquiatra de alma nobre
Carl Gustav Jung, comparando o Cristo com o arquétipo
da totalidade ou self, ressaltou intuitivo: "Aquilo
que acorre na vida de Cristo ocorre em todos os momentos
e locais. No arquétipo cristão, todas
as vidas dessa espécie estão prefiguradas".
(Carl G. Jung, Psicologia e Religião)
Jesus Cristo é o alfa e o ômega da busca
interior, a lembrança mais sentida, a ausência
mais percebida, o divino impulso que carregamos, por
outro lado, desperta em nós a consciência
de quão frágil somos, porque representamos
simbolicamente Nicodemos e seu condicionamento (Jo 3
: 1-40), a adúltera e sua multidão de
pecados (Jo 8:7), Marta (Lc 10:40), Pilatos (Mt. 27:24),
os vendilhões no templo(Mt. 21:12), o jovem rico
(Mt. 19:16), confusos na escolha pelo mundo, o povo
imaturo e entorpecido, a falange que preferiu Barrabás
(Mt. 27:17) e com isso estagnamo-nos, esperando que
sejam despertos em nós, com a evolução
de nossa consciência: a mulher da fonte, Zaqueu
e sua fascinante busca e transformação,
para sermos curados como a mulher homorroíza
(Mt. 9:20), abençoados como as criancinhas (Mt.
19:14), salvos como o bom ladrão (Lc. 23:43)
e para, afinal, repetir a estrela Maria (Lc. 1:30) e
permitir que do nosso psiquismo possa vir à luz
um Cristo de Deus nascido de nós, um Cristo nascido
em nós.
"E o verbo se fez carne
e habitou entre nós, cheio de graça e
verdade" (João 1:14)
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