| Diz-nos
Huxley: “A melhor coisa que pode fazer, no campo
da metafísica, quem não é sábio,
nem santo, é estudar as obras dos que o foram,
e que, por haverem modificado o seu modo de ser meramente
humano, foram capazes de uma qualidade e de uma soma
de conhecimento mais do que meramente humanos.”
Encontrar essa soma de conhecimento, pela via da autotranscendência,
pelo estudo continuado e auxílio recíproco,
escolhendo a melhor parte, das antigas tradições
e dos modernos conceitos das múltiplas áreas
do saber é uma das principais razões de
existir da nossa instituição. Ir além
do meramente humano.
Não almejamos, porém, agrupar conhecimento
à semelhança de uma velha colcha de retalhos,
dizendo o que é certo e errado, definindo certezas
ou inquietando-nos com as inúmeras incertezas,
mas queremos velejar por um oceano infinito, iniciando
pelos riachos que conhecemos ou que temos acesso, examinando,
experenciando e edificando juntos, aprendendo e desaprendendo,
sofrendo mutações a cada etapa, em um
movimento permanente, pleno, sutil. UMA GRANDE SÍNTESE,
uma jornada interior, uma viagem para as margens inexploradas
de nossa consciência, conhecendo não teoricamente,
mas intimamente, fugindo da superficialidade, da artificialidade,
em um movimento centrípeto, procurando compreender
a vida e a nós mesmos, despertando as vias intuitivas
e seguindo, sem receios, as suas seguras diretrizes.
Quem sabe assim acordar e juntos, silenciosamente, despertarmos
outros, até que, pela soma dos esforços
conjuntos, uma Nova Civilização, uma nova
Humanidade, a Civilização do Espírito
nasça e os complexos penitenciários do
condicionamento milenar e suas infelizes conseqüências
sejam definitivamente abandonados.
Uma mudança, uma revolução no
agora, uma conquista, uma imensa sensação
de liberdade, um descobrir-se:
“Nossos inúmeros
problemas só serão compreendidos e solucionados,
quando estivermos cônscios de nós mesmos
como um processo total, isto é, ao compreendermos
toda a nossa estrutura psíquica; nenhum guia
político ou religioso pode dar-nos a chave dessa
compreensão.” (A Educação
e o Significado da Vida, Krishnamurti, p.53).
Estudar e buscar conhecer a totalidade
de nossa estrutura psíquica, por nós mesmos,
é a pedra angular dos objetivos
mais nobres de nosso instituto. Oferecer uma Síntese
Orgânica, a concepção de uma verdade
ampla, pela unificação das verdades relativas
e particulares, em um processo intuitivo, dinâmico,
prático, uma soma de todas as tentativas de descortinar
dimensões conscienciais superiores que dormitam
em nossa intimidade, para que os de boa-vontade e os
que sentem as mesmas necessidades de sair do meramente
humano, possam encontrar, cada qual, a sua própria
chave e daí em diante transformar-se e visar
transformar o planeta em uma nova morada, um paraíso,
eliminando, a partir de nós, todas as dissonâncias,
fazendo com que o maravilhoso e sublime tenham vida
e morada na intimidade do nosso ser.
|