| Condicionamento
que faz o novo tornar-se velho, a descoberta um enfado,
o numinoso uma rotina escravizante, a vida uma coleção
de dores, a dor uma violência, e a violência
um modo de ser e de construir uma sociedade.
Condicionamento que chama de educação,
padrões de contenção, de religião
um conjunto de ritos, interpretações e
disciplinas, de razão, toda e qualquer negação,
de filosofia, a moda do momento, e de ciência,
os conceitos estreitos aceitos pela ortodoxia dominante.
Condicionamento que nos condiciona até quando
dele falamos ou tentamos romper as suas amarras. Conhecer
essa realidade, não nos faz livres, não
obstante, pode despertar em nós a ânsia
de integração, de unidade, que nos leve
à redescoberta da nossa totalidade, que nos conecte
novamente ao centro imperecível de nós
mesmos. Nesse desiderato, quem sabe, não venhamos
a perceber que todo o conhecimento que retemos é
extremamente relativo e distorcido, mas que pode ser
usado como um diminuto anzol que fisgue a verdade infinita
e inominável que existe além de nossas
próprias muralhas. A partir desse pequeno passo,
rasgando a ponta do véu que nos enceguece, talvez
venha a surgir em nós a chama da transformação,
que nos leve a abrir as celas onde nos acostumamos a
viver, rompendo as grades e algemas que nos condicionam.
Com o objetivo primordial de interagir, dinamizar,
integrar, fraternizar, ajudar e ser ajudado, facilitar
e receber auxílio, nessas ações
titânicas, individuais e intransferíveis,
de percepção, de mudança, de despertar,
de retorno à fonte primeva é que nasceu
o INSTITUTO BRASILEIRO DE BENEMERÊNCIA
E INTEGRAÇÃO DO SER – IBBIS.
Uma instituição que objetiva a simplicidade,
o estudo, a doação espontânea em
regime de troca de experiências, a comunhão
amiga, a fraternidade operosa, que se distancia de qualquer
liderança ou supremacia, prevalência ou
determinação de rotas ou mesmo a presunção
de deter a verdade, mas que quer contribuir no sentido
de facilitar o acesso à síntese das inúmeras
sendas, sejam as passadas, as contemporâneas ou
as futuras, somando, evitando a divisão, multiplicando,
gerando novas sementes, tanto quanto possível
híbridas, porque a relatividade do nosso saber
seja ele religioso ou filosófico ou científico
é fato, que nem mesmo as mentes mais radicais
conseguem negar na atualidade.
Por trás da neblina de nossas aparentes divisões
existe como bem afirmou Leibniz e demonstrou Aldous
Huxley uma FILOSOFIA PERENE, um tecido de unidade, que
o pensamento humano derivou em um labirinto, onde os
pontos de aproximação, semelhança
e contato foram substituídos pela aparente divisão
e o eterno imperialismo de afirmação egóica,
de superioridade e primazia de um conhecimento em detrimento
de outro.
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